Eu, eu mesma e iZombie

iZombie PosterNo último final de semana, na minha ininterrupta missão de assistir a todos os seriados já produzidos, encontrei uma publicação sobre o último episódio da série iZombie. O poster da chamada era esse aqui ao lado e capturou a minha atenção essa mistura de rainha do baile com zumbi comedor de cérebros, porque, convenhamos, a Rose Mclver é uma linda e já foi a power ranger amarela!

A princípio, não me empolguei com a ideia de assistir a mais uma série de zumbis, são tantas e tantos filmes com o mesmo destino rumo ao apocalipse que não esperava por um roteiro que surpreendesse. Mas veja só: surpresa! iZombie não é mais do mesmo. Ao invés de um grupo de sobreviventes em um mundo dominado pelos zumbis, a nova série da CW traz uma zumbi tentando se adaptar a sua nova condição no mundo dos vivos. Dá uma olhada no trailer aqui embaixo: Continue reading →

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À PROVA DE FOGO

À prova de fogo

À prova de fogo (Fireproof)

“Nunca abandone seu parceiro, principalmente em um incêndio”. Essa é uma das primeiras frases do capitão Caleb Holt (Kirk Cameron) no filme “À prova de fogo” (Fireproof, 2008). Direcionada a um de seus colegas de trabalho, a frase é uma metáfora do que Caleb irá viver em seu casamento com Catherine (Erin Bethea). O relacionamento entre os dois chega ao limite depois de anos de discussões e de um amor que foi se desgastando aos poucos até que ambos se perguntem se ainda há sentimentos entre eles. Prestes a desistir, Caleb é incentivado pelo pai a aceitar a solução proposta pelo livro “O desafio de amar”. A partir da tentativa de salvar seu casamento, Caleb descobre ainda como o amor de Deus é capaz de intervir em sua vida. Continue reading →

14.02 Happy Valentine’s day

Na nossa cultura, o dia dos namorados é celebrado em 12 de junho, para dar uma alavancada no comércio congelado do meio do ano. Nos Estados Unidos – e em várias outras partes do mundo – o equivalente ao dia dos namorados é comemorado hoje, 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Fazendo ou não parte do calendário comemorativo (extra-oficial) brasileiro, é sempre válido um dia a mais para celebrar o amor. Sim, eu concordo que o amor deveria ser celebrado todos os dias, mas já que a correria do dia a dia faz a gente esquecer a doçura do amor, que tal tirar pelo menos um dia para cultuar esse sentimento? Continue reading →

Chapeuzinho Vermelho encontra o Homem do Saco

O episódio piloto da série “Grimm” não impressiona muito na atuação nem nos efeitos, mas tem uma proposta bacana. Eu, que sou fã dos contos dos Irmãos Grimm, resolvi dar uma chance a nova série de terror fantástico só pra ver no que dá. Vou acabar viciada, esperando ansiosamente pelo próximo episódio que nunca chega…

Confesso que sou fã de filmes (e afins) de terror, mas ultimamente só consigo rir dos roteiros cliché e efeitos repetidos. O primeiro episódio de Grimm não foi muito diferente… Para comentar só um pouquinho sem estragar a graça para quem ainda não assistiu, no episódio piloto da série, a Chapeuzinho Vermelho encontra o Lobo Mau que se chama Blutbad e se comporta como o Homem do Saco! Continue reading →

Na Cabana por falta de tempo

A Cabana

A Cabana

O Tempo perguntou ao Tempo “quanto tempo o Tempo tem?” o Tempo respondeu ao Tempo que “o Tempo tem tanto Tempo quanto tempo o Tempo tem”.

Difícil entender a lição do trava língua? Em uma interpretação livre eu diria que nós temos a quantidade de tempo que desejarmos ter, o tempo somos nós quem fazemos. Ultimamente as responsabilidades são tantas que parece não sobrar tempo para mais nada, a não ser aqueles intervalos entre uma atividade e outra, entre cruzar a catraca e descer pela dianteira do ônibus, entre pegar a senha e ser atendida…

Nesses momentos em que não parece possível fazer nada de útil, o que resta é pensar. Geralmente pensamos que estamos perdendo tempo quando há tanto a ser feito. Pois bem, com a intenção de fazer valer meus preciosos e raros minutos de ociosidade (embora, às vezes, o ócio seja necessário), decidi retomar minhas leituras. Tenho uma lista interminável de livros a serem lidos. Quase comecei pelo Jornalismo Diário – reflexões, recomendações, dicas e exercícios, da Ana Estela de Sousa Pinto, responsável pelo Programa de Trainee da Folha de São Paulo, mas saindo de casa, eu olhei para a mesa do computador – uma bagunça de livros, folhas soltas, DVD’s e cabos USB – e vi um livro que minha mãe comprou há algum tempo e eu sempre tive um certo interesse (meio morno) em ler graças às boas críticas e à lista dos mais vendidos do The New York Times. Com o Jornalismo Diário nas mãos, confesso que cheguei a sair de casa e voltar para trocar o livro. Estou lendo A Cabana, de William P. Young.

Tenho um hábito de leitura curioso. Tento ver minha vida dentro das narrativas ou, como no caso de A Cabana, ver a narrativa na minha vida. (Quase) sempre existe o encaixe perfeito entre o que eu vivo cotidianamente e o que vivo nas minhas leituras. Há sempre uma lição real, simples, e cotidiana a ser extraída da literatura. Li pouco mais da metade do livro até agora e não me arrependo da troca. Em 150 páginas ele já me causou curiosidade, dúvida, empatia, medo, vergonha… A Cabana me faz pensar, questionar meu ceticismo e desconstruir verdades que nunca foram minhas, mas das quais me apropriei ao longo dos anos.

Minha espiritualidade anda em baixa, minha fé esmaecida e minhas crenças são retalhos de verdades que outros me ensinaram. A Cabana propõe uma narrativa sobre nossa relação com Deus, com o amor, com a humanidade e com nossa própria essência. Trata-se de um livro sobre relacionamentos que, ao me fazer pensar em coisas que há muito não me inquietavam, não me levará, tenho certeza, há nenhuma verdade sólida e irrefutável, mas fará brotar em mim perguntas cujas respostas só eu mesma posso descobrir. As respostas sempre estiveram dentro de mim e é para dentro de mim que meu pensamento se volta a partir dessa leitura.